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O que é melhor, o GRÁTIS, o MAIS BARATO ou o MAIS CARO?

Era uma vez um homem bom, vamos chama-lo de Benfeitor. Ele, vendo a miséria de sua cidade, passou a arrecadar doações de alimentos, que preparava em sua casa, e entregava em forma de “quentinhas” (marmitas) para as pessoas pobres.

O GRÁTIS

Era um número limitado de marmitas por dia. Então ele atendia por tempo limitado cada grupo. A cada 3 meses, aquele grupo atendido era substituído por outro e sempre de 3 em 3 meses novamente. Isso era feito para que as pessoas mais pobres pudessem economizar com essa refeição e ter dinheiro para investir em outra coisas, como cursos, livros, roupas,… e ao final dos 3 meses dessem a oportunidade para um novo grupo de pessoas para aproveitar desse benefício.

E o Benfeitor era um excelente cozinheiro. As refeições eram excelentes e de fazer frente a qualquer restaurante das redondezas.

O BARATO

Um dia, as doações de alimentos acabaram. Mas o Benfeitor, gostaria de continuar atendendo as pessoas, de maneira que ainda continuasse sendo um benefício para elas obter aquela refeição feita por ele. Para isso ele abriu um restaurante, com preços populares.

No começo as pessoas ficaram desconfiadas e pensaram: “como pode o que antes era uma refeição gratuita, agora termos que pagar”. As pessoas ficaram tão acostumadas a receber aquela refeição de graça, que deixaram de valorizar o trabalho do Benfeitor, encarando como um produto de baixo valor em comparação com os outros restaurantes da redondeza. E logo boa parte das pessoas deixaram de frequentar o seu restaurante de preços populares.

E então, você que está lendo deve pensar: Mas e agora? Essas pessoas passaram a cozinhar em suas casas?

O CARO

Não! Elas passaram a frequentar restaurantes comuns, com preços maiores que o restaurante do Benfeitor.

Isso mostra o quanto a percepção de valor das pessoas é confusa. Quando você ganha algo gratuitamente, você tende a não dar valor para isso. E, se por algum motivo, você passa a ter que pagar por isso, então você também tende a buscar algo ainda mais caro, na ilusão de que “o mais caro é sempre melhor”.

Então, responda: o que é melhor pra você?

preco-caro-dinheiro[1]